quinta-feira, 22 de abril de 2010

John Frusciante-The Empyrean (2009)



Outro álbum bonito que eu ouvi ano passado,2009 foi meio deprimente pra mim,apesar d'uma série de eventos bons e empolgantes em 2009 eu comecei a me drogar bastantinho e isso já está zoando a minha pessoa,enfim acabei falando demais aqui ahahha.

Pior que eu e meu pseudo-vicio foi o John Frusciante e seu vicio real em heroína......pessoalmente,acho a historia dele linda.
Tudo começou quando
Hillel Slovak,guitarrista do Red Hot Chili Peppers morreu de overdose de heroína (de novo esse maldito clichê),a banda entrou em "hiatus" por um tempo pra tentar se recuperar da perda do cara & por fim encontrar o John Frusciante,na época era mo novo (não lembro exatamente a idade mas não tinha nem 20 anos)e aceitou tocar com a banda,após recusar um pedido do todo-poderoso Frank Zappa (dizem as historias...).

Enfim o resto vocês sabem,eles fizeram o Mother's Milk,o maravilhoso Blood Sugar Sex Magik...esse álbum lançou a banda pro espaço,digamos,fazendo sucesso em tudo quanto é canto,e sinceramente esse é um dos discos mais "machos" que eu já ouvi...pense em você mais seus 3 amigos bêbados e suados cantando uma música (não é muito agradável),mas é legitimamente uma coisa de homem (pelo menos até você voltar ao normal).

Entretanto,com a grana,a fama e tudo mais quem não gostaria de experimentar coisas novas,se bem que esses caras já usavam altas coisas antes mesmo da banda existir...Frusciante foi se afundando na heroína (que frase clichê) cada vez mais,até sair da banda pelo mesmo motivo.
Algum tempo depois,ele começou a gravar uns projetos solos e tal,que eu acho muito bonitos,mas estranhos por um lado....você consegue ver um cara no fundo do poço tocando daquele jeito...é legal porque ele ainda tem criatividade mas é ruim porque ele podia morrer na próxima música haha.
Em 1999,Frusciante já curado do seu vicio resolve aceitar o convite de voltar para o RHCP,e juntos fazem provavelmente o álbum mais famoso da banda,o Californication....quem nunca ouviu pelo menos uma música disso?.....o resto é o resto!

Tirando o fato do Frusciante ter se livrado das drogas (ou pelo menos da heroína),dá pra você fazer um parâmetro desde o começo da carreira solo dele,quando o cara ainda tava zuado e o ultimo álbum solo que ele lançou,o The Empyrean,finalmente chegamos aonde eu queria.

É muito interessante,os primeiros sons dele era estranhamente deprimentes,se você conhecer a historia.......mas o The Empyrean é lindo,lindo,te deixa feliz e com vontade de abraçar alguém.
Sempre me falaram pra ouvir os projetos solo do Frusciante,principalmente por ser meu tipo preferido de guitarrista (tem felling e faz a guitarra "chorar",apesar de não ser muito técnico eu gosto de músico assim,que te faz bem...não aqueles caras que só são técnicos e tocam 40 mil notas por segundo)...enfim,eu ouvi e aprovei,agora entendo quando dizem que esse cara é um dos melhores guitarristas atuais,ele sabe o que faz e se não sabe improvisa (o grande lance do RHCP).

Chegamos ao fim,resumindo tudo,é um cara que se livrou do vicio,voltou pra sua antiga banda e fez um sucesso do caralho,e também tem uma carreira solo de fazer qualquer um chorar de emoção.
Escutem esse play,na moral.


---X---
"There is a power on this record that is just beautiful."

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Alice In Chains-Black Gives Way To Blue (2009)

Voltei depois de tanto tempo.





To ouvindo esse play agora e vocês não sabem como uma intro de 20 segundos fez um cara de 18 anos (uau,grande coisa) cair no choro a primeira vez que ouviu esse som,foi uma flechada no meu coração...a música em questão é a faixa-titulo "Black Gives Way To Blue",que fecha esse álbum que trás de volta uma das bandas de rock mais importantes dos anos 90.
Vamos voltar um pouco no tempo,apesar d'eu ser pirralho quando o AIC tava no topo do sucesso,eu ainda me lembro quando era pirralho,lá pelos 12 anos de ficar vendo "Would?" passando na MTV a noite,ou "Man In The Box" no Baú da Mix.Quando fiz 13 anos ganhei um DVD com todos os clipes da banda,ficava vendo direto mas nunca fui aquele FÃ da banda,mas era o tipo de coisa que fez trilha sonora pra minha vida (tipo Smashing Pumpkins,que em breve terá um review merecido),mas enfim AIC sempre tava por ai,importante mas sem que eu desse o devido valor.

Então,infelizmente,o vocalista Layne Staley teve uma overdose (o que não foi muito original mas deixou muita gente triste) em 2002,pondo um fim a banda que já fez muita gente feliz...até que no final de 2008 começam a surgir boatos,boatos e mais boatos de que a banda estava afim de voltar,afinal músico que é músico não consegue parar de tocar.A banda confirmou sua volta sabeselá quando,meados de 2009 com a música "A Looking In View",com um novo vocalista que lembra muuuuito o Layne,sem contar o instrumental perfeito,pesado e arrasto que nem nos velhos tempos.
Eis que o álbum é lançado,fazendo a cabeça dos novos-fãs,criando o ódio dos amantes do Layne (realmente,não é a mesma coisa MAS...)e os mais neutros que nem eu,que nunca se importaram DE FATO com a banda a ponto de fazer muita cena por causa disso.Mas só ouvia elogios,elogios e realmente "A Looking..." é linda (o refrão principalmente) e fiquei ouvindo,dia após dia essa música maldita até que levantei da cadeira e resolvi comprar o álbum.


Foi amor a primeira vista,raramente eu sinto essa "emoção" ao ouvir um play,mas esse de fato entrou no "TOP 10".....acho que só posso comparar com o dia que eu ouvi AC/DC pela primeira vez,foi foda pra caralho!!!Mas também triste,dá um nó no coração,não sei explicar; as letras me deram um misto de esperança e tristeza,como se mesmo por pior que eu estivesse eu ainda pudesse tentar mais uma vez,me fez querer falar com uma mina,me fez pensar em várias coisas,foi estranho e bom.

Fiz questão de por o adesivo (aff kkkkk) do álbum no meu baixo,pra todo mundo ver como esse retorno da banda foi bonito,e importante,pelo menos pra mim.Eu realmente recomendo pra todos,que curtem um rock bom,que curtam grunge principalmente...o que foi confirmado que mesmo sem o Kurt e o Layne,o grunge sempre vai ter sua importância.


Black Gives Way To Blue é com certeza o disco que me fez chorar em 2010,hah.



---X---

"A looking in view too long on the outside
Desperate plans make sense in a low life."


quarta-feira, 10 de março de 2010

#1-Mastodon-Crack The Skye [2009]




Meu primeiro post depois de tanto tempo...Oh por onde começar? Me lembro de como falavam dessa banda,elogios e elogios,quase ninguém falava mal dela,e eu não entendi o porque.Enfim,foram as comparações e as influências (desde Melvins até Voivod) que me levaram a escutar o que o Mastodon podia me oferecer.
Maldito dia,haha,tudo começa com a singela guitarra do começo da música "Oblivion",e quando você percebe já tá curtindo e cantando o refrão....seguimos com o som "Divinations" (o meu preferido desse álbum) que tem um dos solos com efeito mais geniais que eu escutei nesses tempos,é algo unindo o útil ao agradável.
Também temos o som "The Czar",que no geral é uma música compriiiiida,dividida em 5 partes (que são tocadas de uma vez só) e acabam te tirando da realidade por uns 10 minutos.
Essas são as minhas músicas preferidas,mas ainda existem outras e as faixas instrumentais,agora o que importa é o que eu senti quando escutei o Crack The Skye.
Não conhecia a banda ainda,mas o trabalho que foi feito nesse play...cada riff,cada linha de baixo,a batera muito foda,e até as letras,me fizeram botar fé nossa "nova onda do metal",que muita gente ridícula que vive nos anos 80 ignora;Mastodon pra min virou algo como o Voivod,que começou seguindo a mesma linha de outras bandas mas encontrou seu lugar no meio de tantas iguais....o CTS também é carregado de emoção,é um som feito com muito amor e competência,você consegue sentir isso...au contraire das bandas que soam muito artificiais ou que parece que são tocadas por robôs.
Diferente dos outros discos da banda (Remission,Blood Mountain,Leviathan),no CTS eles encontraram a medida certa entre peso e melodia.

Por fim,Crack The Skye é um play feito em homenagem a irmã do baterista Brann Dailor,a menina se matou com 14 anos e esse álbum foi pensado como uma homenagem póstuma,tanto que ele até canta algumas músicas,o que não tinha feito antes.O Mastodon costuma fazer albuns com "historias" por trás de tudo,e esse soa como mais uma..... o propío baterista disse,é praticamente a historia dele querendo salvar sua irmã da morte,chorei.

É bom escutar,até aquilo que você não bota fé....gostar de música é não se limitar.


-----X------

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Primeiro.

Aqui começarei mais um blog palhaçadinha meu,dessa vez com o intuito de criar apenas reviews,de plays que ficaram no meu coração (ou melhor,no ouvido).
É basicamente isso,alguns reviews podem ter só 3 linhas enquanto outros podem ser do tamanho de um capitulo dum livro grande.
Começa de um jeito,um jeito que você não consegue mais parar,cada vez ouvindo mais coisa,cada dia acordando com uma música diferente,vc começa a pensar nisso mais do que devia,é como um vicio,mas não um vicio que seja ruim (pelo menos pra min),se uma coisa te faz feliz e não machuca ninguém,tá valendo.

ps-O nome do blog vem da música Ozena,do Superjoint Ritual,um deleite para meus ouvidos rs;indicação do Damien.