Bom,todo mundo que entra nesse blog sabe que eu falo (e não apenas falo...) sobre drogas,então esse post é sobre o pior álbum nesse quesito que eu já ouvi....
Não,não que seja de fato um álbum ruim,mas é um disco que te leva a ver o lado ruim de um vicio,e não apenas o lado poético (como por exemplo o White Pony do Deftones) da coisa.
O disco em questão é o Smile From The Streets You Hold,gravado em 1997 pelo John Frusciante,pra quem não sabe o guitarrista do Red Hot Chilli Peppers,que gravaram o maravilindo Blood Sugar Sex Magik.
Já falei sobre o John mas naquela época não tinha prestado tanta atenção na parte ruim da sua carreira.
Depois de sair da banda megafamosa,ele mergulhou num caminho aparente sem volta no vicio da heroína,droga clássica dos roqueiros,e fez um disco com violões depressivos,vocais ruins,qualidade suspeita...um disco que para uma pessoa sóbria ou até um apreciador de música,vai soar muito ruim,e devo concordar.
Mas quando você passa seus dias na rua passando mal atrás de mais drogas,o S.F.T.Y.H faz todo o sentido do mundo: é uma menta perdida,desesperada,cheio de melancolia e coisas sem nexos,e tudo isso acaba se tornando um tipo de poesia gravada,uma representação sem mentiras do que um viciado pode se tornar.
Quando o Frusciante canta com o seu amigo River Phoenix,na música "Height Down" você consegue ver e escutar como os dois estavam frágeis,como um vidro prestes a se quebrar.Era só mais um pouco e talvez esse fosse o ultimo álbum do John (o que não foi o mesmo pro River,que morreu de overdose na mesma época...).
Tudo piora com "Life's Bath",uma música curta de apenas 1 minuto e 18,por ai...com um violão incrivelmente depressivo e o vocal do Frusciante como se estivesse trancado no quarto se drogando.O que não deixa de ser verdade pois na época do álbum,ele gravou um "clipe" em que injeta heroína com uma calma de dar medo...as vezes gostaria de entender (e me entender) como o vicio afunda tanto uma pessoa.
É dificil escutar o disco todo de uma vez,ou numa situação ruim,é difícil aguentar tanta coisa ruim,é uma escada para a bad trip.Nunca,até o momento pelo menos,eu escutei um disco que soasse tão desesperador e realista ao mesmo tempo,fez todo o sentido para mim,mas é LONGE de ser uma obra prima,escute como se fosse uma experiência,conhecer algo sem realmente usar...
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Mas o que eu acho mais bonito nessa historia toda é como depois o cara ficou limpo,gravou um dos discos mais fodas dos anos 90 e conseguiu criar uma carreira solo maravilhosa também,com discos escutáveis e solos lindos...o cara é um exemplo de como a música pode ser uma extensão da pessoa,mostrando o seu lado ruim e o seu lado bom...e isso é muito mais real,mais real do que o que várias bandas por ai tentam fazer.
Ah finalmente uma banda boa! haha
Vamos direto ao assunto...esse post é dedicado a todos os burros e chatos que acham que o hardcore se limita a gravações ruins feitas na Finlandia nos anos 80,eu amo vocês todos.
O At The Drive-In existia desde 1993 (por ai),tocando um hardcore mais simples do que o encontrado nesse álbum...eles "melhoraram" seu nível,indo pra um lado mais alternativo e experimental (influenciados principalmente pelo todo poderoso e maravilhoso som do Fugazi) a partir do álbum Vaya,o que levou a banda ao status do "alt-hardcore",ou como vocês notaram...hardcore alternativo.
Mas foi com o Relationship Of Command que tudo mudou...produzido pelo já famoso Ross Robinson,produtor que levou várias bandas de new metal ao sucesso (Deftones é uma delas,que gravou o primeiro álbum com ele,o Sepultura também gravou com ele,enfim....).
No R.O.C a banda foi pra um lado mais alternativo e mesmo assim cheio de energia...e é ai que eu entro na conversa.
QUE energia..esse play soa como um ode a diversão e ao som trabalhado;não,nada de chiados e vocais ruins,toda a produção da banda foi minuciosa,limpa,o que deixa você REALMENTE escutar os instrumentos.Ainda sobre isso é bom notar agora o que mais chama atenção no ATDI,seus músicos,claro!
Omar Rodriguez Lopez é O guitarrista,criando solos quebrados e usando milhares de efeitos,dando o tal ar de "alternativo" do som do ATDI.Ainda temos o Jim Ward,guitarrista-base,digamos que apesar de ser mais "calmo" também fazia linhas otimas e cantava bem pra porra.....por fim,temos Cedric Bixler,o vocalista...não tem uma voz que agrada a todos,mas com um alcançe incrivel e ainda usa vários efeitos,o que deixa as coisas bem mais interessantes.
Ainda temos o baixista (que eu não lembro o nome,pura heresia) mas que eu adoro também,tem umas linhas de baixo muito legais!
E os shows do ATDI? Carajoooo,eram pura energia...claro que muito disso era devido ao uso peeeeeeeesado das drogas que os dois (principalmente o Omar e o Cedric) usavam ou usaram na época do álbum,mas nem todo drogado consegue agitar muito...então muito se deve a eles mesmos,cenas muito boas,como instrumentos desafinados em rede nacional,microfones quebrados,vocais fora do tempo..tudo isso tem uma animação e energia que torna até o pior momento interessante.
Mas tudo que é bom dura pouco,os caras já estavam tão chapados e de saco cheio da banda que queriam tentar coisas novas,e em 2001 deram um fim na banda.
Omar e Cedric formaram o mais brisado e interessante ainda The Mars Volta,e Jim formou o Sparta que é muito mais melodico e bad trip que o ATDI, é praticamente um som emo (mas muito bom por sinal).
O que importa é que o Relationship Of Command (e o ATDI) ficou como um marco de que uma banda pode sim,fazer um som moderno e atual sem perder a energia,ser criativa sem ser entediante e principalmente que tocar num festival depois de cheirar muito pó deve ser lindo mas também ruim pra porra.
EU recomendo o album todo,mas algumas faixas tem destaque:
-As 3 primeiras,Arcarsenal,Pattern Against User e One Armed Scissor são as top do álbum.
-Enfilade tem um baixo matador,e se não me engano a banda brasileira "Eu Serei A Hiena" tirou seu nome duma parte dessa música.
-Quarantined é a música mais "avant-garde" do disco,efeitos estranhos,linhas de baixo mais melodicas...muito boa.
-Por fim,Cosmonaut é uma das que vai fazer você querer pular encima da mesa enquanto canta junto.
Um dos melhores álbuns da década.
Essas são as músicas mais bad,solitarias,estranhas ou tristes que eu já ouvi nos meus 18 anos.Nem sempre uma música é de fato triste,depende do momento e talz........vamos lá,vamos lá.
#10-Pj Harvey-To Bring You My Love
Esse som tem a tipica pegada da Polly Jean Harvey,ou seja,uma guitarra meio blues,meio moderna,alguns teclados...Enfim essa música consiste basicamente num ode ao que ela (literalmente),faria por um amor...andaria pelo deserto,iria ao fundo do mar apenas para dar o tão falado amor a alguém.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=P92M5s3MMto
#9-Smashing Pumpkins-Pug
A banda estava no auge,sucesso no mundo todo,mas mesmo assim o uso das drogas pelo baterista,a morte da mãe do vocalista Billy Corgan e por fim um divorcio não fizeram bem a banda.O Smashing Pumpkins entrou num clima meio eletronico,com um som mais calmo e entretanto,bem depressivo.
Adore,é o albúm mais bad da banda,e apesar dessa música não ser a melhor do play eu acho que resume bastante a sonoridade que eles fizeram durante esse periodo.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=RDNnmooHqjw
#8-Legião Urbana-Ainda É Cedo
Muitos acusam o Legião de ser a banda mais chata do Brasil e blá blá,mas não to nem ai,sempre gostei do som e das letras.Sempre me "ajudaram" em vários momentos da vida,seja nos ruins ou nos bons,desde pirralho to escutando um som do legião.
Essa música especialmente,é uma bad da porra ,a primeira estrofe já diz muito,é quase impossivel eu não ficar mal ouvindo,considerando a situação atual...haha.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=BUGEPsUotD0
#7-Nirvana-Radio Friendly Unit Shifter
Estranho ein,um som agitado desse estar na lista,não acham? Eu também pensei nisso,mas ao mesmo tempo lembro sempre do Kurt Cobain,que em algumas letras deixava claro o pensamento ruim sobre sua vida e o que via ao redor....É bem simples o que é dito na música: "What is wrong with me?".
Independente de ter algum significado grandioso ou obscuro por trás,me faz pensar bastante no que há de errado comigo.E também é um maravilhoso noise feito pelo Nirvana,que nunca esqueceu (ao menos o Kurt) suas influências no Melvins.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=Po4QWvz5o-M
#6-Neil Young-Heart Of Gold
Neil é o eterno cantor de folk americano,mesmo após sua mistura eletrica,bem no estilo do Bob Dylan.Enfim essa música (feita durante a época bad-trip do Neil) é aquelas que dá vontade de ouvir do lado de alguém,cantando junto ou apenas num momento bonito ou legal da vida...com um "solo" de gaita que aposto que já fez muito marmanjo ficar com os olhos lacrimejando.
É um fato simples,esse som não é triste nem bad,é bonito a sua maneira.E inesquecivel também.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=7fXaC07X5M8
#5-Deftones-Hole In The Earth
O som que me fez pensar nesse Top 10.Como bem sabemos,é a banda que eu to escutando pra caralho ultimamente.
Voltando ao som,essa é uma música que mistura rancor e muita tristeza;nela o Chino Moreno (vocalista) fala de todo o pensamento que tinha na época que escreveu: a banda tava indo pro ralo graças ao abuso das drogas,tretas e tudo mais.
E ele se sentia traido pelos seus própios companheiros da banda,o que fica bem claro quando berra no mic-"I hate all of my friends"....e pior ainda quando fica dizendo que esse é o fim de tudo...você sente algo errado.
Algumas vezes crises são "boas" numa banda,e ao meu ver esse é o albúm mais bonito do Deftones.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=fZB2FDMvik0
#4-Pink Floyd-Wish You Were Here
Clássico,essa é a definição.
O Pink Floyd também enfrentava uma "crise" por causa do estado decante de Syd Barret,membro fundador,que tava ficando literalmente louco por causa de tanto LSD...tanto que dizem as lendas,uma vez ao comparecer num ensaio da ex-banda não foi reconhecido pelos propios companheiros.
Depois desse fato,Roger Waters escreveu essa música,que é uma declaração a amizade,ao amor e tudo mais...com um dos riffs mais famosos da banda,e com uma puta letra linda,não tem como ao menos não prestar atenção na música.Novamente foi uma crise que ajudou pelo menos os ouvidos dos fãs da banda.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=IXdNnw99-Ic
#3-Joy Division/New Order-Ceremony
---Prefiro a versão do N.O--Joy Divsion......essa banda provavelmente já fez muuuuuita gente ficar na depressão.Até eu já tive aqueles momentos de ouvir J.D num quarto escuro e com pensamentos ruins na cabeça,mas vamos ao som.Au contraire de muita gente (de novo) eu não acho o som do Joy Division realmente triste,é bonito ao seu modo,é totalmente anos 80,mas também sei que carrega uma melancolia incrivel.
Ceremony é um som mais "animado" deles,um ode novamente ao amor.É estranho pensar assim,como alguém poode falar que "não ama"....pode ser que o que eu acredito não é amor de fato,pode ser que estejamos todos errados,mas esse som,essa melodia,a letra cantanda por um suicida de 23 anos...te faz ter um pouco de esperança,por mais ironico que seja.
Link: versão do New Order http://www.youtube.com/watch?v=-url7FON-Fk
#2-The Cure-Plaingsong
Essa é outra canção que fica na mente (ou no ouvido) por muito tempo.A melodia aqui é incrivel,o sentimento,tudo nesse som leva você pra outro lugar.
Como eu já falei do disco todo que tem essa música (Disintegration) no post anterior,não vou prolongar o assunto.
Não é uma música bad,mas tudo depende do momento...fato,até uma música do Ramones pode te deixar triste.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=bZoYzne9Tpg
E eis o vencedorrr........
#1-Johnny Cash-Hurt (NIN)
Gravado pouco antes da morte do famoso "Homem de Preto",esse cover do Nine Inch Nails é provavelmente uma das canções mais tristes e emocionantes já gravadas no século XXI,e falo isso sem tirar nenhuma palavra.
A música original foi feita pelo Trent Reznor,do NIN,e falava literalmente sobre o vicio das drogas.Johnny Cash sempre foi um fã da banda (e também sabia muito bem sobre drugs) e no seu ultimo disco (de covers) resolveu tocar o som.
Cara,se o original já é foda,o cover então...a voz triste do Johnny,a melodia...e principalmente o clipe,com imagens dele novo e velho,no fim da vida,são de cortar o coração...desde a primeira vez que eu ouvi nunca esqueci...eu não conhecia as músicas deles,não manjava porra nenhuma e mesmo assim quaser chorei na hora.
Palavras não levam a nada.....apenas escutem.
http://www.youtube.com/watch?v=o22eIJDtKho
---X---

Post número 10.
É simplesmente uma arte linda o som que está contido nesse álbum.
Desde a capa,até o ultimo segundo da última música,você entra num lugar melancólico,triste e incrivelmente belo.
Vamos ao review de fato.Espero que todos aqui conheçam o The Cure,ao menos pelo nome.Pra quem é burro o bastante pra não manjar,lembrem-se ao menos do mais conhecida (ou mais acessível) música deles: "Boys Don't Cry".
Com isso vamos aos detalhes...quem faz o som da banda é o guitarrista/tecladista/vocalista Robert Smith,que é de fato o frontman e a mente criativa do The Cure...o cara faz praticamente tudo,mas ao lado de músicos muito bons também,porque senão a banda não ia adiante.
Outro fato que devemos deixar claro é que o T.C nunca e jamais pode ser chamado de uma banda "gótica",eles apenas influenciaram no estilo e no visual....gótico é Bauhaus,cara!
Voltando ao Disintegration,esse álbum gravador em 1989 é um dos principais (pra mim) da famosa "trilogia" da banda,que conta com o álbum Pornography e com o Bloodflowers.
A abertura começa lenta,quase sem som,quando de repente podemos ouvir um teclado e alguns efeitos de guitarra e estamos de fato entrando no clima do disco."Plainsong" é a primeira música,com alguns vocais cheios de efeito e uma melodia linda...é minha música preferida do Disintegration,e diz bastante sobre o que vem adiante.
"Pictures Of You" é a segunda música,com uma letra simplesmente do carajo,que já me faz muuito mal há um tempo atrás e aposto que muita gente já sentiu o mesmo.Escutem a guitarra desse som,perfeita.
Agora temos "Closedown",que segue a mesma linha de "Plainsong",mas com mais peso graças a bateria...outro momento inesquecivel.A guitarra do Robert Smith faz um trabalho foda,fazendo tudo entrar no clima,sem precisar de distorções e 1000 notas por segundo.
Aliás,devo dizer que sempre preferi trabalhos com melodias,que costumam ser vistos pelos roqueiros como só "bobagem",mas que trazem um sentimento muito maior,enfim...é só um gosto né.
"Lovesong" é outro sucesso da banda,indo um pouco ao contrario do resto do disco que preza pelo clima,o destaque aqui é a letra....outra dica é não ouvir The Cure na bad,pode ser incrivelmente ruim...mas também pode ser bom,depende de você e da situação.
Vamos acelerar um pouco aqui...haha,o disco continua nesse andamento,com músicas cheias de nuances e melodias.
Provavelmente você vai entrar em transe quando escutar,que nem eu fiquei.É tão cheio de emoção...não tem uma gota de raiva ou ódio,é como estar sozinho num lugar cheio de flores e com um belo céu azul...por mais que as coisas estejam ruins,é como se a esperança soprasse nos seus ouvidos.
Pra quem quer manjar um pouco de estilos diferentes-ou seja,o "rock não barulhento"-é uma boa alternativa escutar o Disintegration....se você gosta mesmo de música,não vai esquecer esse momento tão cedo.
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Bom,aqui estamos para mais um review,dessa vez um tanto junkie.
Indo direto ao assunto,esse álbum,com uma capa simples dessa,sem o nome da banda nem nada mais,foi um bom amigo dos meus momentos drogatidos.
Dogs On Acid,foi formada em 2005 mas só lançaram um álbum,em 2007,pra depois acabarem por vários motivos.A banda (de Nashville) era composta por Ian Hunt,fundador e baterista; Oliver Aaron no baixo e Denzel "Wash" na guitarra e vocal.
Suas influências eram mistas,dá pra perceber um baixo do Misfits,um vocal estilo QOTSA e uma bateria na velocidade do Sepultura,enfim,pura loucura.
Esse álbum é curto,tem apenas 8 músicas se você contar com a intro.Indo mais além,o sentimento desse álbum é pura angustia.Como dá pra ver,Oliver e Denzel eram ótimos usuarios das mais diversas drogas (o nome da banda já diz muito) e isso ia parar diretamente nas letras,que as vezes soam extremamente exageradas; como na primeira música do álbum-"Black Rose",em que Denzel clama por mais,mais e mais........sabe-se lá o que ele tá pedindo.
Mas o top do álbum (pra mim) são a quarta e quinta música-"Judge" e "Malazan",essa ultima tem uma melodia do caralho,provavelmente o momento mais "intimo e confessional" da banda,deixando de lado a pegada berrada das outras e indo pra uma melodia simplesmente encantadora,e além disso,nessa música existe algo como uma confissão,um apelo no meio do caos.....essa música me salvou de muitos momentos ruins,é praticamente a luz no meio do túnel.
Entretanto quem pensa que a banda ia ficar na bad,já se surpreende com o proximo som,"It's All Good In The Hood",influenciado pela capa do álbum,o que confundiu muita gente com o nome verdadeiro do play.
Esse som é uma mistura maluca,parecendo com alguma canção dos Stooges,totalmente au contraire do resto da banda.....é perfeita pra uma festa,ou algum momento em que você pretenda chapar.
Por fim,a enigmatica e instrumental "Burning Radio",que utiliza vários samples pra fazer um noise digno do Sonic Youth,talvez.
E é isso,D.O.A (existe outra banda com esse nome ein,não confundam) é uma música estranha e empolgante,feita por um bando de drogados que provavelmente num show não aguentariam tocar 3 músicas,mas que mesmo assim trazem uma energia muito boa,animadora e ao mesmo tempo desesperada...mas de uma coisa eu sei,quando ouvi isso não consegui ficar parado....uma obra de arte underground.
PS-Depois do fim da banda em 2008,os membros sumiram.....seria uma possivel overdose? haahha
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Vocês acreditaram? ahaha

(eu gosto dessa capa)
Enfim,aqui está provavelmente meu trampo preferido do Deftones,banda que alias eu gosto muito.
Essa banda é literalmente estranha...não que seja experimental ou algo do tipo,mas ela teve uma mudança de sonoridade bem interessante. Deftones começou a fazer sucesso no começo dos anos 90,depois do "fim do grunge" digamos,quando o dito new metal começou a surgir.
A banda é liderada pelo cara-com-a-voz-mais-interessante-que-eu-conheço Chino Moreno,um filho de mexicanos (como o propio nome já mostra),enfim enfim ele é o vocalista e também o cara por trás das letras da banda,mais pra frente falo dele.
Também temos ao seu lado Stephen Carpenter,o guitarrista das 7 cordas.O cara não é um virtuoso nem nada demais mas ele tem "a pegada",criando riffs bem interessantes e fortes,ao mesmo tempo que cria melodias bem bonitas,como no caso da música Be Quiet And Drive,do segundo disco deles.Carpenter mais do que ninguém é quem dá o peso na banda.
Voltando ao albúm em si,esse é como um divisor de águas na banda,não tanto quando o Around The Fur e o White Pony,mas divisor no sentido que levou a banda a um nível mais experimental...aqui eles testam um pouco de tudo,desde os sons eletronicos (que eles usam pouco mas muito bem) até a criação de músicas,hum,mais calmas.
Eu não vou falar música por música dessa vez,eu acho que nesse caso o cd inteiro é interessante,algumas mais outras menos...vou é falar da importância dele,isso sim.
Aqui entra o Chino na historia...desde a primeira vez que eu ouvi um som do Deftones,a coisa que mais me chamou atenção não foram os riffs nem os sons e sim a voz do cara.Pode soar meio gay eu falar isso mas a voz do Chino é simplesmente um tesão haha...não sei como explicar muito bem,ele tem uma voz meio que de adolescente,ao mesmo tempo que fica sussurrando no microfone (coisas fáceis,ou não,de se entender) e derrepente começa a berrar.Mas é nas músicas calmas que ele "brilha",mostrando o domínio que ele tem,ou que aprendeu com o tempo,rs.
E é praticamente isso que trás a "alma" do Deftones a tona,o vocal as vezes misterioso e as vezes desesperado do cara.
Outra coisa que todos devem saber são as letras,feitas pelo Chino (de novo ele)...elas são na maioria das vezes muito vagas,com coisas como "me tire daqui","você-tem-medo-de",etc,etc.Possivelmente elas fazem todo o sentido pro cara que escreveu...e mesmo pra quem não procura entender,consegue perceber que na grande parte do tempo elas são cheias de emoção...é,emoção é uma boa palavra pra se definir o que você escuta.As vezes são barulhentas e raivosas e as vezes te fazem pensar na vida e te lembram bons momentos (ou os ruins,vai saber).
Acho isso o principal do Deftones,seja querendo demonstrar ódio ou falta de compreensão sobre algo,seja querendo falar do amor e seus nuances,eles sabem exatamente onde ir (na maioria das vezes).
É difícil achar uma banda que tenha tanta beleza nas coisas mais simples que faz,mas essa é uma delas,mesmo com todos os problemas de uma banda grande,eles continuam ai pra quem quiser ver...
---X---
Esse review ficou vago e estranho como uma letra do Deftones,mas eu consegui chegar aonde queria.

"What do you mean I don't believe in God? I talk to him everyday."
Assim começa a música que dá titulo ao segundo album do Megadeth,após o sucesso do primeiro disco "Killing Is My Business".
Ao contrario dos outros discos que eu coloquei aqui,o Megadeth e provavelmente seus quatro primeiros lançamentos são feitos do mais puro ódio e rancor; graças ao singelo fato de que Dave Mustaine foi o primeiro guitarrista do Metallica (que todos aqui devem conhecer).Mas devido ao seus sérios problemas com drogas,álcool e tudo mais,acabou sendo expulso.
Com isso,o cara ficou no mínimo estressado demais,e planejou criar uma banda mais pesada/melhor que o Metallica.
Na primeira formação da banda,Dave contava com David Ellefson no baixo,Chris Polland na guitarra-solo e Gars Samuelson na bateria.Acabaram por lançar em 1985 o play "Killing Is My Business...And Business Is Good!",que foi bem aceito pela mídia e tudo mais mas mesmo assim não era o bastante...
Em 1986 a banda lançou o tal falado "Peace Sells...But Who's Buying?",que indo agora pro lado mais pessoal do review é pra mim o álbum mais foda do Megadeth,independente da fama do Rust In Peace (que levou a banda pro espaço,no bom sentido),PSBWB é um disco que deixa com vontade de tocar guitarra,mesmo que você não toque nada ou toque outro instrumento,o domínio que o Mustaine & Cia. tem é algo de dar inveja,riffs realmente fodas!
Começando pela primeira faixa,Wake Up Dead,uma confusão (novamente no bom sentido) de guitarras pra lá e pra cá,que já te deixam pronto pro que virá;segue com a música The Conjuring,que dizem ser um susposto ritual (até pelo nome),da época que o Mustaine era "do mal" digamos........não gosto muito dela,não me animou muito,enfim.
Chegamos a música principal do disco,que vocês já devem saber o nome alias...ela é basicamente um protesto do Mustaine,contra um mundo em que todos querem "comprar" a paz,sem ao menos saber o que isso significa,enganando as pessoas,blá blá blá...como sempre,o Megadeth teve um lado mais "politico" do que o seu rival Metallica.
A música começa com uma das mais famosas linhas de baixo do thrash metal,cortesia do Ellefson (que devo dizer,fez um puta trabalho nesse som).Foi o primeiro som que eu ouvi deles e que realmente gostei,apesar de já ter escutado o "So Far,So Good...So What?" eu não me interessei muito...mas o andamento da Peace Sells me cativou na hora,com um começo mais calmo e literalmente destruindo suas caixas de som no final dela.
Continuamos com mais algumas músicas perfeitas,Devil's Island é uma delas,com (novamente) uma guitarra perfeita e um solo foda.Também temos um som que "corta sua brisa",depois de tanta pancadaria chegamos a Good Mourning/Black Friday sendo a primeira mais calma e a outra mais agitada,aqui podemos ver um puta trabalho legal do Mustaine quanto as letras...tive bons momentos ouvindo essa música.
Bad Omen é outro som com uma pegada mais calma,mas nem por isso menos densa,começando devagar e ficando mais rápida com o decorrer do som,e outro solo fodastico te deixando novamente empolgado.
I Ain't Superstitious é um cover de Willie Dixon (cantor de blues),mas nunca me agradou muito,indo pra um lado sonoro "mais alegre" do Megadeth.
Terminamos o disco com a música My Last Words,outra letra muy buena e com uma boa pegada,finalizando muito bem o segundo álbum do Megadeth.
Esse é,como eu já disse,na minha singela opinião o melhor álbum do Megadeth,mesmo se o Rust In Peace tiver os melhores solos e tudo mais,esse disco ainda conta com o Dave Mustaine na mais pura raiva,querendo matar os caras do Metallica.....podemos dizer que ele conseguiu,fazendo um som 1000 vezes mais trabalho e porque não dizer,mais interessante?
Um dos,senão o melhor,play de thrash metal que eu já ouvi.
---X---
If there's a new way,
I'll be the first in line.
But it better work this time.
Outro álbum bonito que eu ouvi ano passado,2009 foi meio deprimente pra mim,apesar d'uma série de eventos bons e empolgantes em 2009 eu comecei a me drogar bastantinho e isso já está zoando a minha pessoa,enfim acabei falando demais aqui ahahha.
Pior que eu e meu pseudo-vicio foi o John Frusciante e seu vicio real em heroína......pessoalmente,acho a historia dele linda.
Tudo começou quando Hillel Slovak,guitarrista do Red Hot Chili Peppers morreu de overdose de heroína (de novo esse maldito clichê),a banda entrou em "hiatus" por um tempo pra tentar se recuperar da perda do cara & por fim encontrar o John Frusciante,na época era mo novo (não lembro exatamente a idade mas não tinha nem 20 anos)e aceitou tocar com a banda,após recusar um pedido do todo-poderoso Frank Zappa (dizem as historias...).
Enfim o resto vocês sabem,eles fizeram o Mother's Milk,o maravilhoso Blood Sugar Sex Magik...esse álbum lançou a banda pro espaço,digamos,fazendo sucesso em tudo quanto é canto,e sinceramente esse é um dos discos mais "machos" que eu já ouvi...pense em você mais seus 3 amigos bêbados e suados cantando uma música (não é muito agradável),mas é legitimamente uma coisa de homem (pelo menos até você voltar ao normal).
Entretanto,com a grana,a fama e tudo mais quem não gostaria de experimentar coisas novas,se bem que esses caras já usavam altas coisas antes mesmo da banda existir...Frusciante foi se afundando na heroína (que frase clichê) cada vez mais,até sair da banda pelo mesmo motivo.
Algum tempo depois,ele começou a gravar uns projetos solos e tal,que eu acho muito bonitos,mas estranhos por um lado....você consegue ver um cara no fundo do poço tocando daquele jeito...é legal porque ele ainda tem criatividade mas é ruim porque ele podia morrer na próxima música haha.
Em 1999,Frusciante já curado do seu vicio resolve aceitar o convite de voltar para o RHCP,e juntos fazem provavelmente o álbum mais famoso da banda,o Californication....quem nunca ouviu pelo menos uma música disso?.....o resto é o resto!
Tirando o fato do Frusciante ter se livrado das drogas (ou pelo menos da heroína),dá pra você fazer um parâmetro desde o começo da carreira solo dele,quando o cara ainda tava zuado e o ultimo álbum solo que ele lançou,o The Empyrean,finalmente chegamos aonde eu queria.
É muito interessante,os primeiros sons dele era estranhamente deprimentes,se você conhecer a historia.......mas o The Empyrean é lindo,lindo,te deixa feliz e com vontade de abraçar alguém.
Sempre me falaram pra ouvir os projetos solo do Frusciante,principalmente por ser meu tipo preferido de guitarrista (tem felling e faz a guitarra "chorar",apesar de não ser muito técnico eu gosto de músico assim,que te faz bem...não aqueles caras que só são técnicos e tocam 40 mil notas por segundo)...enfim,eu ouvi e aprovei,agora entendo quando dizem que esse cara é um dos melhores guitarristas atuais,ele sabe o que faz e se não sabe improvisa (o grande lance do RHCP).
Chegamos ao fim,resumindo tudo,é um cara que se livrou do vicio,voltou pra sua antiga banda e fez um sucesso do caralho,e também tem uma carreira solo de fazer qualquer um chorar de emoção.
Escutem esse play,na moral.
---X---
"There is a power on this record that is just beautiful."
Voltei depois de tanto tempo.
To ouvindo esse play agora e vocês não sabem como uma intro de 20 segundos fez um cara de 18 anos (uau,grande coisa) cair no choro a primeira vez que ouviu esse som,foi uma flechada no meu coração...a música em questão é a faixa-titulo "Black Gives Way To Blue",que fecha esse álbum que trás de volta uma das bandas de rock mais importantes dos anos 90.
Vamos voltar um pouco no tempo,apesar d'eu ser pirralho quando o AIC tava no topo do sucesso,eu ainda me lembro quando era pirralho,lá pelos 12 anos de ficar vendo "Would?" passando na MTV a noite,ou "Man In The Box" no Baú da Mix.Quando fiz 13 anos ganhei um DVD com todos os clipes da banda,ficava vendo direto mas nunca fui aquele FÃ da banda,mas era o tipo de coisa que fez trilha sonora pra minha vida (tipo Smashing Pumpkins,que em breve terá um review merecido),mas enfim AIC sempre tava por ai,importante mas sem que eu desse o devido valor.
Então,infelizmente,o vocalista Layne Staley teve uma overdose (o que não foi muito original mas deixou muita gente triste) em 2002,pondo um fim a banda que já fez muita gente feliz...até que no final de 2008 começam a surgir boatos,boatos e mais boatos de que a banda estava afim de voltar,afinal músico que é músico não consegue parar de tocar.A banda confirmou sua volta sabeselá quando,meados de 2009 com a música "A Looking In View",com um novo vocalista que lembra muuuuito o Layne,sem contar o instrumental perfeito,pesado e arrasto que nem nos velhos tempos.
Eis que o álbum é lançado,fazendo a cabeça dos novos-fãs,criando o ódio dos amantes do Layne (realmente,não é a mesma coisa MAS...)e os mais neutros que nem eu,que nunca se importaram DE FATO com a banda a ponto de fazer muita cena por causa disso.Mas só ouvia elogios,elogios e realmente "A Looking..." é linda (o refrão principalmente) e fiquei ouvindo,dia após dia essa música maldita até que levantei da cadeira e resolvi comprar o álbum.
Foi amor a primeira vista,raramente eu sinto essa "emoção" ao ouvir um play,mas esse de fato entrou no "TOP 10".....acho que só posso comparar com o dia que eu ouvi AC/DC pela primeira vez,foi foda pra caralho!!!Mas também triste,dá um nó no coração,não sei explicar; as letras me deram um misto de esperança e tristeza,como se mesmo por pior que eu estivesse eu ainda pudesse tentar mais uma vez,me fez querer falar com uma mina,me fez pensar em várias coisas,foi estranho e bom.
Fiz questão de por o adesivo (aff kkkkk) do álbum no meu baixo,pra todo mundo ver como esse retorno da banda foi bonito,e importante,pelo menos pra mim.Eu realmente recomendo pra todos,que curtem um rock bom,que curtam grunge principalmente...o que foi confirmado que mesmo sem o Kurt e o Layne,o grunge sempre vai ter sua importância.
Black Gives Way To Blue é com certeza o disco que me fez chorar em 2010,hah.
---X---
"A looking in view too long on the outside
Desperate plans make sense in a low life."

Meu primeiro post depois de tanto tempo...Oh por onde começar? Me lembro de como falavam dessa banda,elogios e elogios,quase ninguém falava mal dela,e eu não entendi o porque.Enfim,foram as comparações e as influências (desde Melvins até Voivod) que me levaram a escutar o que o Mastodon podia me oferecer.
Maldito dia,haha,tudo começa com a singela guitarra do começo da música "Oblivion",e quando você percebe já tá curtindo e cantando o refrão....seguimos com o som "Divinations" (o meu preferido desse álbum) que tem um dos solos com efeito mais geniais que eu escutei nesses tempos,é algo unindo o útil ao agradável.
Também temos o som "The Czar",que no geral é uma música compriiiiida,dividida em 5 partes (que são tocadas de uma vez só) e acabam te tirando da realidade por uns 10 minutos.
Essas são as minhas músicas preferidas,mas ainda existem outras e as faixas instrumentais,agora o que importa é o que eu senti quando escutei o Crack The Skye.
Não conhecia a banda ainda,mas o trabalho que foi feito nesse play...cada riff,cada linha de baixo,a batera muito foda,e até as letras,me fizeram botar fé nossa "nova onda do metal",que muita gente ridícula que vive nos anos 80 ignora;Mastodon pra min virou algo como o Voivod,que começou seguindo a mesma linha de outras bandas mas encontrou seu lugar no meio de tantas iguais....o CTS também é carregado de emoção,é um som feito com muito amor e competência,você consegue sentir isso...au contraire das bandas que soam muito artificiais ou que parece que são tocadas por robôs.
Diferente dos outros discos da banda (Remission,Blood Mountain,Leviathan),no CTS eles encontraram a medida certa entre peso e melodia.
Por fim,Crack The Skye é um play feito em homenagem a irmã do baterista Brann Dailor,a menina se matou com 14 anos e esse álbum foi pensado como uma homenagem póstuma,tanto que ele até canta algumas músicas,o que não tinha feito antes.O Mastodon costuma fazer albuns com "historias" por trás de tudo,e esse soa como mais uma..... o propío baterista disse,é praticamente a historia dele querendo salvar sua irmã da morte,chorei.
É bom escutar,até aquilo que você não bota fé....gostar de música é não se limitar.-----X------
Aqui começarei mais um blog palhaçadinha meu,dessa vez com o intuito de criar apenas reviews,de plays que ficaram no meu coração (ou melhor,no ouvido).
É basicamente isso,alguns reviews podem ter só 3 linhas enquanto outros podem ser do tamanho de um capitulo dum livro grande.
Começa de um jeito,um jeito que você não consegue mais parar,cada vez ouvindo mais coisa,cada dia acordando com uma música diferente,vc começa a pensar nisso mais do que devia,é como um vicio,mas não um vicio que seja ruim (pelo menos pra min),se uma coisa te faz feliz e não machuca ninguém,tá valendo.
ps-O nome do blog vem da música Ozena,do Superjoint Ritual,um deleite para meus ouvidos rs;indicação do Damien.